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Santos CAS, Pitta GBB. Rotura de varizes. In: Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA; 2003. Disponivel em: URL: http://www.lava.med.br/livro
As alterações morfológicas e fisiológicas impostas ao sistema venoso em insuficiência crônica, promovem repercussões locais e sistêmicas de grande importância clínica e cirúrgica. As complicações mais comuns são o edema, a hiperpigmentação ou a dermite ocre, a eczema de estase, a celulite ou a erisipela,
a dermatosclerose e a úlcera de estase.Complicação menos comum mais de proporção dramática são os sangramentos.
Os sangramentos podem se dar em úlceras crônicas nutridas por perfurantes pérveas insuficiente e em varizes de longa duração, podendo ser espontâneo ou traumático. Os sangramentos espontâneos são mais comuns em indivíduos idosos e os traumáticos em indivíduos com maior atividades física.
As alterações tróficas imposta por uma condição crônica da doença, contribui para um adelgaçamento da pele e favorece a dilatação varicosa, determinando um meio bastante favorável a sangramentos e ulcerações. O edema, as hemorragias subcutâneas, a substituição dos tecidos gordurosos por fibrose, a estase venular e capilar, associada a ação lítica dos lisossomos encontrados na parede dos vasos, são os principais responsáveis por estas alterações.
O quadro clínico das roturas de varizes caracterizam, geralmente, por corresponder a um paciente do sexo feminino, meia idade, portadora de varizes de grossos calibres e que exercia uma atividade física por ocasião do sangramento. Alguns desses pacientes são admitidos em unidades de emergência em choque hipovolêmicos e não rara as vezes vão a óbito. O sangramento é indolor e comumente percebidos por outras pessoas.
O tratamento consiste na interrupção do sangramento com uma simples compressão digital no local da hemorragia, seguido da ligadura do vaso sangrante com ponto cutâneo em “X” ou ligadura distal e proximal ao foco hemorrágico do vaso lesado. Caso o paciente encontre-se em choque hipovolêmico, deverá ser realizado suporte de vida avançada, procedendo com manutenção das vias aéreas pérvia, oxigênioterapia e reposição volêmica.
Por se tratar de uma solução de continuidade periférica, facilmente infectável, torna-se necessário garantir a profilaxia antitetânica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As hemorragias por ruptura de varizes é uma situação simples que deve despertar o médico que atende a esses doentes da necessidade de tratamento definitivo da causa do sangramento.
REFERÊNCIAS
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2. O´Donnell Jr TF, Lafrati MD. Veias varicosas. In: Haimovici H, Ascer E, Hollier LH, Strandness Jr DE, Towne JB. Cirurgia vascular: princípios e técnicas. 40 edição. Rio de Janeiro: Dilivros; 1999. p. 1192-1204.
3. Komlós PP. Varizes primárias e suas complicações. In: Bonamigo TP, Frankini AD, Komlós PP. Angiologia e cirurgia vascular: guia prático. Porto Alegre: Assessoria gráfica e editorial; 1994. p. 92-6
4. Evans GA, Evans DMD, Seal RME, Craven JL. Spotaneous fatal haemorrhage caused by varicose veins. Lancet 1973;2(7842):1359-1362.
5. Ferreira CA, Sales EA, Garrido MBM. Patologia e diagnóstico das varizes dos membros inferiores: patologia. In: Maffei FHA, Lastória S, Yoshida WB, Rollo HA. Doenças vasculares periféricas. 20 edição. Rio de Janeiro: Medsi; 1995. p. 951-8.
6. Pitta GBB. Urgências vasculares. In: Batista Neto J. Cirurgia de urgência: condutas. Rio de Janeiro: Revinter; 1999. p. 513-9
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